sexta-feira, 11 de maio de 2012

13o e 14o Dias - 10 e 11/05/2012

Acordamos cedo em Uruguaiana e, conforme planejamos tentaríamos chegar em Curitiba.
Saimos cedo percorrendo as muitas plantações de arroz até São Borja.A parte da manhã rendeu tão bem que resolvemos registrar nossa passagem por São Miguel das Missões. Para quem se lembra do filme Missões, com belíssima trilha sonora de Enio Moriconni, registramos as ruinas de uma das missões Jesuítas com os indios Guaranis.
Na parte da tarde o bicho pegou, após passar por Ijuí o GPS mandou virar a esquerda para dentro da cidade. Ficamos desconfiados e resolvemos olhar melhor a rota escolhida pelo GPS.
Nota: Aqui cometemos um erro primário: não levamos mapas do Brasil. Todo dia que digitávamos uma rota na Bolívia ou nas Argentina, conferíamos a rota nos mapas e seguíamos o GPS sem problemas. No Brasil relaxamos e fomos atrás do GPS sem nenhuma conferência.
Resultado seguimos o GPS e saimos da BR 285 para estradas Estaduais até que a estrada virou terra. Rapidamente resolvemos seguir pela terra em vez de voltar 60Km. Resultado andamos 40Km de terra e perdemos quase duas horas de viagem.
Rumo reestabelecido e ralamos até 8 da noite para chegar em Lages-SC com 12 graus de temperatura. Rapidamente achamos o MAP Hotel e fomos descançar para encarar os 1350 Kms que ainda faltavam.

Hoje, acordamos cedo em Lages e resolvemos enrolar o cabo para dormir o mais perto de casa possível. Mais uma vez, tudo ia bem até que paramos em Quitandinha, a 70Km de Curitiba e percebemos que o pneu dianteiro de Laper "foi pro saco". Fizemos os 70 Km até Curitiba com muito cuidado e precisaríamos achar uma loja para trocar o pneu e seguir viagem. Gastamos duas horas nessa operação e a lambreta de Laper ficou lindinha com um pneu linguiça de CB 400!!!! Pode não ter ficado muito elegante mas deu de 10 na GS descendo a serra até Registro-SP, já que o pneu do Du também não está valendo nada.
Em Registro, resolvemos não passar por São Paulo em uma sexta-feira no horário de Rush e, como o Du conhecia uma estrada que ligava Registro a Sorocaba, fomos a ela. Foi o doce de leite da viagem... Mantequila no pão novamente!!!!! 25 Km subindo a Serra da Macaca, a noite e com muito trânsito. Show de Buela!!! Chegamos em Campinas as oito da noite, depois de 12 horas pilotando e vamos sair amanhã cedo para chegar em casa.

Como último dia do Blog, gostaríamos de registrar algumas observaçoes:
1) Vamos completar 9.500 Km de viagem sendo +/- 600Km de rípio. Foram 32 abastecimentos consumindo, aproximadamente 700 litros de gasolina em cada moto. Foram também 15 pernoite em Hoteis diversos de Alota, na Bolívia, ao Shereton em Córdoba. Em media não gastamos mais do que USD 50 por noite para nos dois. Também comemos em Tupiza a R$ 3,00 o Almuezo e a USD 50 o bife de chorizo em Córdoba.
2) Não sei se transpareceu no Blog, mas foi uma viagem muito serena nas decisões. Podem perceber que só preservamos a travessia de Uyuni-Atacama. A chegada e a volta mudamos tudo com muita tranquilidade e acertividade.

Fica a melhor sensação de ter cumprido a missão da grande travessia.
Agradecemos especialmente ao Bota e ao Nísio pelo apoio e preocupação constante.
Agradescemos a todos que compartilharam o Blog conosco.
Temos muito mateiral gravado que faremos um DVD compacto e tentaremos publica-lo neste Blog.

É isso aí pesssoal. Um beijo no coração de todos e a até a próxima aventura....!!!

Fiquem com as duas imagens que elegemos como símbolo desta viagem!!!



CAMINHO DA ROÇA!

Curitiba - 13h42 - Neste momento estamos trocando o pneu dianteiro do Laper que acabou!!!
Faltam 1000km para chegar e, se tudo der certo, dormiremos próximo a divisa SP-MG para chegar amanhã até 2 da tarde!!!!

Show de buela!!!




Loja que estamos trocando o pneu:


quarta-feira, 9 de maio de 2012

11o e 12o Dias - 08 e 09/05/2012

Primeiro agradecemos a todos que estão acompanhando.
Bota, viajar nessa época tem a vantegem do frio que não nos deixa transpirar e a roupa fica bem mais agradável.

Bom, com a variação de temperetatura que estamos pegando, não teve jeito, o Du está numa gripe danada.
No 11o dia, saímos cedo de Cafayate com a missão de andarmos o 1o de 5 dias de 800Km, para chegarmos em BH no Sábado. Neste dia estávamos nos despedindo da cordilheira. A viagem é mais ou menos assim: Na saída de Cafayate, andamos uns 70 Km ainda no Vale da Videiras, passando por pequenas cidades de produção de vinho, onde a mais famosa é Cafayate. Em seguida, atravessamos a última parte da Cordilheira, conhecida como pré-cordilheira. Subimos novamente a 3.100m e descemos para 400m. A descida é muita impressionante, pois passamos pelo vale chamado Taffi del Vale que tem a paisagem característica da cordilheiro, porém após Taffi, continuamos a descer para a planície numa paisagem que lembra muito a nossa Serra do Mar. Para cruzarmos a pré cordilheira (+/- 300Kms) gastamos a manhã inteira e ficamos com a tarde para andar os outros 450Km que nos separavam de Córdoba.
Nota: Nesta época do ano, além do frio como dificuldade, temos ainda o curto período do dia para andarmos. O sol está nascendo por volta da 8 da manhã e às 6 da tarde já está escuro, ou seja, só temos 10 horas de sol para andarmos 800Kms por dia.
Após a descida da cordilheira, a estrada virou uma reta só e enrolamos o cabo até Cordoba. Dois registros:
1) Fomos parados várias vezes pela polícia e deesta vez sem "colaboracion" apenas fiscalização;
2) Perto de Córdoba, estávamos andando a 100m de altitude e pegamos um vento lateral típico da Patagônia e Laper pode sentir a experiência de fazer curva na reta.
Chegamos em Cordoba no início da noite, e todo o dinheiro que economizamos nos Vila Alota da vida gastamos no Shereton!!! Show de buela!!! Imagina a caminha branca e a tualhinha branca depois dos dois ogros usarem!!! EhEh!!
Vejam as fotos:

Saída de Cafayate
Taffi del Vale
Última descida da Cordilheira
Hotel Shereton em Córdoba

Tão logo o dia amanheceu, por volta de 8:15, saímos de Cordoba para andar 800Km e chegar ao Brasil. A tarefa que parecia fácil começou a complicar!!!! Nos primerios 300Km, a cada 30Km passávamos em uma cidadezinha rural.A região de Córdoba até a fronteira com o Brasil é um dos celeiros Argentinos e uma grande região de produção de leite e gado de corte. Gastamos, novsamente toda a manhã para andarmos 350Km de Córdoba a Santa Fé. Com calor de 30 graus entramos em Santa Fé para cruzarmos o Rio Paraná (para a cidade de Paraná) com destino a Paso de Los Libres-Uruguaiana. Ficamos aguardando a ponte para travessia do Rio Paraná, mas para nossa surpresa não é uma ponte e sim um tunel por baixo do rio. Não temos fotos porque é impossível parar dentro do túnel, mas está tudo filmado. Ápós o túnel enrolamos o cabo até o Brasil, foram 360Km em pouco mais de 3 horas. Chegamos a noitinha e não conseguimos fotografar nem a travessia nem a entrada no Brasil. Tentaremos isso amanhã cedo!!!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

9o e 10o Dia

Antes de entrar no assunto, gostaria de volta um pouco na nossa travessia para falar um pouco do nosso guia Jaú.
Jaú é um Boliviano típico. Arredio no primerio contato e de uma alegria e bom humor contagiante quando já se sente a vontade. Como nascido no norte da Bolívia tem o Quechuá como lingua preferida e o castelhano como obrigação. Jaú foi nosso guia, fotógrafo, filmador, "chef", garçon e amigo. É amigo mesmo. Quando chegamos em Hito Cajon, fronteira com Chile e nosso ponto de despedida, o Du tirou a camiseta, tema da viagem, que estava vestindo e deu de presente a Jaú. Na mesma hora os ollhos de Jaú merejaram e tivemos a certeza de ter feito um novo amigo. Amigo que provavelmente nunca mais veremos mas que influenciou a nossa vida e nós influenciamos a vida dele. Isso é mototurismo!!!

Estamos voltando para casa.Depois de descansar um pouco e atualizar o Blog, saimos de Atacama por volta das 13 horas para cruzar o Paso Jama e chegar a Jujuy, distante 500Km, para pernoite. Para chegar com luz do dia e aproveitar a viagem estávamos apertado. Fizemos a aduana do Chile em pouco mais de 5 minutos (país desenvolvido é outro planeta!!). Acho que este trecho é batido por quem viaja pela América do Sul, mas a travessia é muito linda. Saindo de Atacama, em 45Km subimos de 2.500m para 4600m, depois andamos quase 200Km nesta altitude (chegando ao topo de 4.830m) para chegar ao Paso Jama. Aqui, para o Du foi uma surpresa, pois quando ele passou aqui não havia nenhuma estrutura, só a Aduana. Hoje existe uma boa infra inclusive com combustível e alimentação. Também fizemos a aduana muito rápido e seguimos morro abaixo para Susches, que está próxinmo de 4 mil metros de altitude. Após Susques decemos em um "Carocol" para 3.600m. O problema é que este trecho está muito ruim, com alguns pontos só no rípio. Chegamos aos 3.600m e atravessamos um altiplano que existe um pequeno salar. Após este salar subimos em outro "Caracol" até 4.200m e descemos em outros "Caracois" até Punamarca a 3.000m. De Punamarca a Jujuy acompanhamos o Rio Punamarca descendo até 1.200m, onde pernoitamos. Vejam as fotos.
Saindo do Atacama
Subindo ao Jama
No Jama
Grandes Salinas
Caracol Subindo
 Caracol descendo


Após a pernoite em Jujuy, precisamos gastar a parte da manhã do 10o dia para algumas tarefas importantes. Esperamos a abertura dos bancos, às 9 horas locais, e trocamos o dinheiro necessário para os próximos 4 dias. Após o banco demos saída no hotel e fomos cuidar dos pneus. Precisávamos trocar o traseiro que estávamos levando e ver se conseguiámos comprar o dianteiro que já está bem ruim (muita vibração). Depois de muito rodar, não conseguinmos comprar o pneu dianteiro e resolvemos trocar só o traseiro.
Troca feita, enrolamos o cabo (mantequila no PÃO) até Cafayate, que é uma região de produção de vinho. A estrada de Jujuy a Salta é muito chata e feia, mas de Salta a Cafayate é um vale muti bonito, vejam as fotos.


sábado, 5 de maio de 2012

7o e 8o Dias - A Grande Travessia

Dívida paga com a publicação das fotos, vamos a parte principal da viagem.
Laper e eu achamos que não adianta falar muito, pois a experiência foi indescritível.
Vamos resumir assim.
Como planejado, na manhã do 7o dia fomos visitar o Salar de Uyuni. As fotos vão falar por si, mas para os motoaventureiros de plantão é importante dizer que não há como, em época alguma do ano, atravessar o Salar de moto, pois a altura de água no salar não permite. Entramos somente 20Km no Salar e percebemos esta dificuldade. O passeio no Salar nos obrigou a uma lavagem nas motos para a retirada do sal, isso porque j;a haviamos bezuntado as lambretas de desengripante.Seguem as fotos do salar.


Como combinado, após a visita ao salar, fomos a parte mais difícil da viagem: A travessia de Uyuni ao Atacama. Para essa travessia tinhamos duas opções. A prineira seria tradicional, seguir por rípio até Olague e de Olague a San Pedro de Atacama, aproximadamente 500Km, sem ver a exuberância da natureza. A segunda, por trilhas e estradas arenosas, em 400Km, porém passando por todas as paisagens únicas no mundo. Claro que Laper e eu optamos pela segunda.
As fotos falarão por si em relação a beleza da natureza, mas como sempre queremos informar, com muita humildade e clareza, às pessoas que queiram fazer a mesma viagem, achamos importante as seguinte observações:
1) Os primeiros 120 Km de Uyuni a Vila Alota se faz com os pés nas costas. São 120 Km de rípio muito bem conservados.
2) A estadia em Vila Alota é um capítulo a parte. Temos um vídeo que mostra muito bem o capítulo, mas para resumir é o básico do básico. Frio de - 4o, sem direiro a calefação.
3) De Vila Alota até San Pedro de Atacama é um Enduro de 280 km. Tem que ter experiênia off-road para fazer este trecho e lembrar que depois disso serão mais 5.500Km para voltar para casa.;
4) Dica: Para quem não quiser encarar o Enduro de 280Km de travessia, existe uma boa opção. Contrate um passeio, em Uyuni, de ida e volta Vila Alota-Hito Cajon. Desta forma o motoaventureiro desloca-se até Vila Alota, pelos bons 120Km de rípio. No dia seguinte, faz, de Jeep, o passeio contratado. Pernoita novamente em Vila Alota e no dia seguinte segue para o Chile.

Travessia Uyuni - San Pedro de Atacama.

Nosso guia Juá e seu filho Juan Carlo, foram fantásticos.

1a Parte Uyuni-Vila Alota = 130 Km


 
 Alojamento em Vila Alota


Vila Alota - San Pedro de Atacama
Entre trilhas e estradas arenosas a sequência que vimos foi mais ou menos esta:

Laguna Canapa


Laguna Hedionda (O nome é pelo cheiro forte de enxofre)
Laguna Honda
Ao fundo a montanha de "sete colores" que está no Chile. Estamos na Bolívia e no vale o Deserto de Siloli que é a divisa Chile-Bolívia
Deserto de Siloli
Altitude do Deserto de Siloli (4.735m)
"Arbol de Pietra" no Deserto de Siloli
Levando o "Arbol" para o Brasil !!!!
Entrada da Reserva Eduardo Avaroa - Laguna Colorada
Laguna Colorada ( a cor é consequência das algas que alimentam os Flamingos)

Almoço na beira da "Laguna Colorada" !!!!
"Siesta" após almoço
"Geysers Sol de Manana" - 4.850 m de altitude (Record !!!)
Águas Calientes - Piscina Térmica Natural
Deserto Salvador Dali - Tríplice Fronteira - Bolívia-Chile-Argentina
Laguna Verde com Vulcão Licancabur (5.460m) - Divisa Bolívia-Chile
Laguna Blanca, desagua na Laguna Verde
Hito Cajon - Fronteira Bolívia-Chile, onde nos despedimos De Juá e Juan Carlo e recarregamos as bagagens nas lambretas
Agradecemos mais uma vez a nosso amigo Juá e seu filho Juan Carlo que nos trataram com tanta gentileza.
Chegada a San Pedro de Atacama